Neste artigo:
Analisamos 52 anúncios de vaga publicados de verdade, em seis áreas, para descobrir o que uma empresa pede por escrito quando procura auxiliar administrativo, vendedor de loja, estagiário, jovem aprendiz, técnico de enfermagem ou desenvolvedor.
O que apareceu nesses anúncios é mais específico do que a lista genérica de dicas que circula por aí, e dá para transformar em estrutura de currículo, área por área. Nenhum dos exemplos abaixo é arquivo pronto para baixar: o que se aproveita de um exemplo é o desenho da seção, não a frase que alguém escreveu para outra pessoa.
Como este post foi feito
Os números deste post saíram de 52 anúncios distintos, abertos e lidos um por um em 29 de setembro de 2026. A coleta veio de cinco portais: InfoJobs (13 anúncios), empregos.com.br (12), Gupy (12), Trabalha Brasil (11) e Vagas.com.br (4).
Por área, a amostra ficou em nove anúncios para administrativo, varejo e atendimento, estágio e jovem aprendiz, e oito para enfermagem e TI. As fontes foram cruzadas: nenhuma área ficou concentrada em um portal só.
Duas ressalvas de método. O Vagas.com.br entrou em bloqueio por rajada no meio da coleta e passou a responder 429 a partir da quinta página lida; o que entrou antes do bloqueio ficou na amostra, o resto não. O Catho ficou fora inteira, porque as páginas de vaga devolveram 403 tanto na requisição direta quanto numa aba de navegador real. Nenhum anúncio foi contado a partir de resultado de busca que a gente não tenha aberto.
Cada anúncio teve os requisitos classificados por termo, com sinônimos agrupados. "Pacote Office", "Excel", "Word" e "PowerPoint" contam como um só termo. "Informática" sem nome de suíte ficou separado, porque não diz a mesma coisa. É uma fotografia de um dia em seis áreas, e não um censo do mercado brasileiro: a contagem mostra o que é mais comum, não promete frequência em qualquer vaga que você abrir.
O que um bom exemplo de currículo ensina (e o que ele esconde)
Um exemplo de currículo ensina duas coisas: a ordem em que as seções aparecem e o nível de detalhe que cada linha carrega. O que ele esconde é o contexto da vaga que o originou. A estrutura se copia; o conteúdo, não, porque os requisitos mudam de área para área e de empresa para empresa.
Comece pela primeira lição. Segundo levantamento publicado pela Forbes Brasil em maio de 2026, com dados da InterviewPal, o recrutador dedica cerca de 11,2 segundos à primeira leitura de um currículo. Onze segundos não dão para ler texto corrido. Dão para bater o olho em títulos de cargo, nome das empresas, datas e a primeira linha de cada bloco.
É por isso que a estrutura pesa mais do que a redação bonita. Um cargo em negrito, seguido de empresa e período na mesma linha, é lido. O mesmo cargo enterrado no meio de um parágrafo não é.
A segunda lição está no que o exemplo não mostra: a descrição da vaga. Nenhum modelo da internet sabe que a vaga que você está olhando pede emissão de nota fiscal, escala 12x36 ou CNH B. Na nossa amostra, requisitos assim aparecem em alguns anúncios e desaparecem em outros do mesmo cargo.
O mito dos 75% que mais atrapalha do que ajuda
O número mais repetido sobre currículo no Brasil é o de que 75% dos currículos seriam descartados por um robô antes de qualquer leitura humana. Não existe estudo publicado por trás dele. O rastro mais antigo que se consegue seguir leva a material de marketing de uma empresa de otimização de currículo encerrada em 2013, sem amostra, sem metodologia e sem dataset. Trate como mito, e desconfie de quem cita o número sem link.
O que existe documentado é o contrário. A Gupy, maior plataforma de recrutamento usada no país, descreve no próprio material que a ordenação por IA prioriza perfis e não elimina candidatos: todos os perfis aparecem para a pessoa recrutadora, mesmo os de baixa aderência. A eliminação automática acontece só por perguntas eliminatórias cadastradas pela empresa, do tipo "possui CNH categoria B?".
Se a IA não lê o PDF, o que a triagem usa? A própria Gupy responde: o sistema trabalha com os campos de Experiência e Habilidades do perfil, e o parser ainda erra o preenchimento, o que torna a revisão campo a campo uma etapa sua, não da plataforma. A leitura do arquivo entra depois, com uma pessoa na frente da tela.
Estrutura base: a ordem dos blocos
A ordem que sobrevive aos dois leitores, humano e automático, é esta: identificação, objetivo ou resumo, experiências, formação, competências e informações complementares. O que muda entre um currículo e outro é o que sobe e o que desce.
Para quem tem experiência formal, a seção de experiências vem antes da formação. É ali que está a prova que o recrutador procura nos primeiros segundos, e é o primeiro bloco que a ordenação da Gupy usa para comparar aderência. Formação longa no topo, nesse caso, empurra a informação decisiva para fora da tela.
Para quem está no início, a ordem se inverte. Estágio, aprendiz e primeiro emprego têm formação, período cursado e previsão de conclusão como dado que o anúncio realmente lê. Na nossa amostra de estágio, estar cursando era requisito obrigatório em 6 dos 9 anúncios lidos. Deixar isso no fim do documento é esconder o que a vaga pede.
Quantas páginas, e o que decide
Uma página resolve a maior parte dos casos. O Vagas.com recomenda esse limite para o início de carreira, e a convenção se sustenta porque o conteúdo ainda é curto. Nenhuma lei brasileira fixa número de páginas, formato de arquivo ou tipo de letra: as normas que abrimos tratam de contratação, estágio, aprendizagem e dados pessoais, e não do desenho do documento.
Com mais de dez anos de trajetória, duas páginas costumam se sustentar. O critério é a densidade, não o número. Se a segunda página existe apenas para caber, corte conteúdo.
Uma regra de lei que muda o que você escreve
O art. 442-A da CLT, incluído pela Lei 11.644/2008, proíbe o empregador de exigir comprovação de experiência prévia superior a seis meses no mesmo tipo de atividade. Vale para a vaga anunciada e vale para o que você lê no anúncio. Um anúncio que pede "mínimo de dois anos na função" contraria a lei, e isso é informação útil na hora de decidir se vale gastar tempo com a candidatura.
Na prática, a regra também dá permissão para escrever o que você tem. Quem cumpriu seis meses em rotina administrativa pode descrever essa experiência sem ressalva.
Exemplos de currículo por área: o que cada uma pede
As seis áreas abaixo saíram dos anúncios que lemos. Em cada uma, o número indica quantos anúncios citavam aquele requisito, dentro do total lido na área. Repare que área nenhuma repete o vocabulário da outra, e é aí que o exemplo copiado falha.
Administrativo
Nove anúncios lidos. O que aparece:
- ensino médio completo, cursando ou desejável: 6 de 9
- Pacote Office, Excel, Word ou PowerPoint nomeados: 6 de 9
- experiência prévia em rotinas administrativas, incluindo "desejável" e "mínima de seis meses": 6 de 9
- sistemas de gestão, citados sem nome de produto: 5 de 9
- elaborar planilhas ou relatórios: 4 de 9
- organização e atenção a detalhes: 4 de 9
- atendimento ao público ou ao telefone: 3 de 9
- emissão e controle de nota fiscal: 2 de 9
Um só anúncio nomeava SAP, e um só usava "informática" sem dizer qual suíte. Essa diferença importa para quem escreve: "Pacote Office" informa mais do que "informática", e "controle de planilhas de faturamento em Excel, 40 notas por semana" informa mais do que os dois.
Organização apareceu como competência explícita em quase metade da amostra, e é o requisito mais difícil de provar sem experiência formal. A saída é descrever a rotina em que ela existiu: controle de arquivo por ordem de vencimento, conferência de notas contra pedido, planilha de acompanhamento de pagamentos. Para o vocabulário da área, o guia de palavras-chave para currículo administrativo lista os termos por cargo.
Varejo e atendimento
Nove anúncios lidos. O que aparece:
- ensino médio completo: 7 de 9
- experiência em vendas ou área comercial, exigida ou desejada: 7 de 9
- boa comunicação, comunicação interpessoal ou perfil persuasivo: 6 de 9
- atendimento ao cliente: 5 de 9
- metas, resultados e comissão: 5 de 9
- proatividade: 4 de 9
- disponibilidade de horário, viagens ou praça: 4 de 9
- organização de loja, estoque e reposição: 3 de 9
- CNH e veículo próprio: 3 de 9
- CRM, WhatsApp, redes sociais ou sistema de vendas: 3 de 9
Só um anúncio dizia "com ou sem experiência", e dois não declararam escolaridade nenhuma. O restante pede alguma vivência de balcão, o que abre espaço para trabalho informal e comércio de família entrarem como experiência, desde que descritos com função e período.
A área é a única da nossa amostra com saldo de emprego formal negativo no último dado disponível: o Novo Caged de julho de 2026 registra saldo de -2.056 postos no Comércio, contra +24.098 em Serviços. Isso não muda o que o anúncio pede, e muda a leitura que você faz da meta de comissão.
Estágio
Nove anúncios lidos. O que aparece:
- estar cursando graduação ou curso técnico, como requisito obrigatório: 6 de 9
- curso compatível com a área da vaga: 6 de 9
- organização, responsabilidade ou vontade de aprender: 5 de 9
- boa comunicação e relacionamento interpessoal: 4 de 9
- período mínimo do curso, como 3º ou 4º semestre: 3 de 9
- Pacote Office ou informática: 3 de 9
- trabalho em equipe: 3 de 9
- disponibilidade e carga horária, como seis horas por dia presencial: 3 de 9
Dois anúncios não declararam requisito algum e descreveram apenas as atividades. Nesses casos, o que pesa é o que você escreve por conta própria sobre projeto, monitoria ou iniciação científica.
As regras do contrato ajudam a calibrar o que declarar: a Lei 11.788/2008 limita a jornada a seis horas diárias e 30 semanais no ensino superior e no nível médio profissionalizante, e a dois anos de permanência na mesma empresa. Se o seu curso já cumpriu as horas obrigatórias de estágio supervisionado, escreva a carga horária no currículo, porque ela é verificável. O guia do currículo para estágio cobre o que entra no lugar da experiência formal.
Jovem aprendiz
Nove anúncios lidos. O que aparece:
- ensino médio cursando ou completo: 8 de 9
- organização e atenção a detalhes: 6 de 9
- informática básica ou Pacote Office: 5 de 9
- boa comunicação: 5 de 9
- vontade de aprender ou disposição: 5 de 9
- faixa etária declarada, entre 16 e 24 anos: 4 de 9
- trabalho em equipe: 3 de 9
- proatividade: 2 de 9
É a área com o requisito mais unânime da amostra inteira: escolaridade aparece em oito dos nove anúncios. A página de Aprendizagem Profissional do Ministério do Trabalho e Emprego define o público como adolescentes e jovens de 14 a 24 anos, além de pessoas com deficiência sem limite de idade, e as vagas anunciam faixas mais estreitas que o limite legal.
Para o currículo, o efeito é direto: escolaridade e turno de estudo vêm antes de qualquer outra informação, porque é isso que ajusta a jornada possível. Um anúncio dizia explicitamente "sem experiência", e a média da área pedia vontade de aprender em vez de resultado.
Enfermagem e técnico de enfermagem
Oito anúncios lidos, todos de técnico, nenhum de enfermeiro. O que aparece:
- curso técnico em enfermagem, concluído ou em formação: 4 de 8
- experiência na área, na rotina ou na função: 4 de 8
- COREN ativo: 3 de 8
- curso ou certificação específica, como instrumentação cirúrgica ou enfermagem do trabalho: 3 de 8
- disponibilidade para escala 12x36: 2 de 8
- nenhum requisito declarado: 2 de 8
Esta é a área com menos requisito explícito por anúncio, e isso pede uma leitura cuidadosa: os números absolutos baixos não significam que o setor exige menos, significam que o texto dos anúncios declara menos. Dois anúncios descreveram só as atividades, sem dizer o que era necessário.
O que sobra para o seu lado da mesa é o que a área verifica em entrevista: registro no conselho, certificações e cenário de prática. Escreva a unidade, o tipo de assistência e a carga horária. COREN mencionado sem curso concluído vira pergunta na primeira conversa e derruba candidato que estava indo bem.
TI
Oito anúncios lidos, em níveis que vão de júnior a sênior. O que aparece:
- formação superior completa ou cursando, em TI ou correlatas: 7 de 8
- experiência profissional prévia, medida em anos ou nível pleno e sênior: 6 de 8
- SQL ou banco relacional: 4 de 8
- Git ou controle de versão: 4 de 8
- Python: 3 de 8
- PHP: 3 de 8
- frontend, entre Angular, React, JavaScript e TypeScript: 3 de 8
- Docker: 3 de 8
- metodologia ágil: 3 de 8
- APIs RESTful: 2 de 8
- cloud, entre Azure, AWS e Kubernetes: 2 de 8
- inglês, de avançado a fluente: 2 de 8
Duas coisas chamam atenção. A primeira é a formação superior, presente em quase todos, o que contraria a ideia de que a área abandonou o diploma. A segunda é a dispersão: nenhuma tecnologia passa de metade da amostra, então listar tudo o que você já tocou produz uma sopa de letrinhas que não conversa com a vaga.
A stack que você lista precisa de evidência ao lado. Um repositório com três projetos completos, com README explicando contexto, stack e como rodar, vale mais do que dez projetos inacabados. Quando a vaga cita Docker e você tem um projeto em container, diga isso na linha do projeto, não na lista de tecnologias.
Erros que aparecem em exemplo de currículo
Os erros abaixo vêm de padrões que vimos em modelos prontos, e cada um tem uma consequência diferente.
Foto e dados pessoais que a lei não pede
Nenhuma norma brasileira exige foto no currículo, e a LGPD define dado pessoal como informação relacionada a pessoa identificável, categoria em que a fotografia entra. A mesma lei limita o tratamento ao mínimo necessário para a finalidade e veda uso discriminatório.
A Lei 9.029/1995 proíbe prática discriminatória no acesso ao trabalho por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, deficiência e idade. Foto, estado civil e data de nascimento entregam exatamente esse tipo de informação antes da primeira triagem. Manter no topo do documento apenas nome, cidade, telefone, e-mail e LinkedIn resolve a identificação sem abrir essa porta.
O mesmo raciocínio vale para CPF e endereço completo. São dados de contratação, não de candidatura.
Blocos vazios que o modelo traz
Modelo pronto costuma vir com seções que você não tem como preencher: idiomas, certificações, "resumo de qualificações". Seção vazia, ou preenchida com adjetivo, ocupa espaço que a evidência precisa. Corte o bloco ou substitua por algo verificável. Curso de Excel com carga horária declarada pesa mais do que a palavra "avançado" sozinha.
Modelos de duas colunas e arquivos que a leitura automática tropeça
Duas colunas, ícones, gráfico de barra para nível de idioma e arquivo exportado como imagem estão entre os formatos que a leitura automática interpreta pior. Nenhum deles elimina sua candidatura sozinho, e todos atrapalham a ordem em que o texto é lido. Um teste simples: selecione o texto do PDF com o mouse. Se a seleção embaralhar a ordem das frases, o parser vai embaralhar também.
Experiência exigida acima do que a lei permite
O anúncio que pede dois anos na função contraria o art. 442-A da CLT. Do seu lado, o erro é o inverso: omitir os seis meses de rotina que você tem, por achar que são pouco. Seis meses é o teto do que podem exigir, e é o suficiente para preencher a linha.
Como adaptar um exemplo à sua vaga
Adaptar um exemplo leva vinte minutos e segue cinco passos: abra a descrição da vaga, risque os termos que ela repete, reordene os blocos do exemplo conforme a área pede, reescreva cada linha com verbo, escopo e resultado, e leia em voz alta para cortar adjetivo que não muda o sentido.
O primeiro passo decide os outros quatro. Copie a descrição da vaga para um documento e marque o que aparece mais de uma vez: ferramenta, sistema, rotina, certificação. Na nossa amostra, os termos que mais se repetem em cada área são justamente os que aparecem no anúncio mais de uma vez.
Depois, use o exemplo como molde de estrutura e escreva cada linha com o verbo da sua ação real. Vale comparar duas redações:
- "Responsável pela organização do setor."
- "Controlei o arquivo de 300 contratos por ordem de vencimento em planilha e avisei o setor jurídico 30 dias antes de cada renovação."
A segunda linha diz o que a vaga administrativa pede sem usar nenhuma das palavras do anúncio. Ela descreve rotina, volume e ferramenta, e sobrevive à pergunta da entrevista sobre como você fazia.
Antes de aplicar, vale conferir se o seu currículo usa as palavras que a vaga usa. O CVMatch compara o seu currículo com a descrição da vaga e mostra o score, os termos que apareceram e os que ficaram de fora. Para o vocabulário geral, o guia de palavras-chave para currículo reúne os termos por cargo, e o post sobre a triagem da Gupy explica o que a plataforma faz com o seu perfil depois do upload.
Perguntas frequentes
Existe um modelo certo de currículo?
Não existe norma que fixe estrutura, ordem de blocos, número de páginas ou formato de arquivo. Nenhuma das leis brasileiras que tratam de contratação, estágio, aprendizagem e proteção de dados define como o documento deve ser desenhado. O critério que existe é o do canal de candidatura. Quando a vaga pede upload, importa um arquivo que a leitura automática consiga interpretar. Quando é formulário, importa o preenchimento dos campos.
Posso copiar um exemplo de currículo da internet?
Pode copiar a estrutura e nunca o conteúdo. A ordem das seções, o tipo de dado que cada bloco carrega e o formato de uma linha de experiência se aproveitam. Já as frases prontas, os adjetivos e as competências genéricas envelhecem mal: numa amostra nossa de 52 anúncios reais, cada área pedia um conjunto diferente de termos, e um texto copiado não acompanha essas diferenças.
Quantas páginas deve ter o currículo?
Uma página resolve a maior parte dos casos, e é a recomendação do Vagas.com para quem está no início de carreira. Não existe lei sobre isso. O limite é convenção de mercado. Com mais de dez anos de experiência, duas páginas costumam se sustentar. O critério prático é a densidade: se a segunda página só existe para caber, corte conteúdo em vez de aumentar a folha.
Currículo com foto e cor funciona?
Para a triagem automática, foto e cor são indiferentes. A ordenação da Gupy trabalha com os campos de Experiência e Habilidades, e não com a aparência do arquivo. A foto carrega informação que a Lei 9.029/1995 proíbe usar como critério (sexo, origem, raça, cor, estado civil e idade), e a LGPD limita a coleta ao mínimo necessário para a vaga. Em seleção pública, muitos editais nem aceitam currículo com identificação visual.
Escrito por
CVMatch
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